domingo, 8 de junho de 2008

PAPA CULPA MÍDIA


ROMA (Reuters) - O papa Bento 16 acusou, na sexta-feira, os meios de comunicação e a indústria do entretenimento de prejudicarem a sociedade ao retratarem a sexualidade de forma trivial, o que, segundo o pontífice, estaria entre as causas de males sociais como a prostituição e a pedofilia.
O papa deu essas declarações durante um pronunciamento feito diante de bispos da Tailândia, que, nas palavras dele, estavam particularmente preocupados com o tráfico de mulheres e de crianças bem como com a prostituição.
"Sem dúvida, a pobreza é um fator subjacente a esses fenômenos", disse Bento 16, que nasceu na Alemanha.
"Mas há um outro aspecto que precisamos reconhecer. Estou me referindo à trivialização da sexualidade nos meios de comunicação e na indústria do entretenimento, o que alimenta o declínio dos valores morais."
Segundo o papa, a forma como os meios de comunicação apresentavam a sexualidade também alimentava a "degradação das mulheres, a fragilização da fidelidade no casamento e até mesmo o abuso sexual de crianças."
(Por Phil Stewart)
Disponível em: www.yahoo.com.br 16/05/08
Comentário do Grupo:
Bem....essa notícia já saiu a algum tempo mas agora decidimos postar devido concluírmos que algo deste fator não deveria ficar sem nossas observações como futuras profissionais da mídia.
O Papa Bento 16 fez uma acusação séria e nesse processo disvirtuou muito o que a mídia faz em relação a sexualidade, concordamos que o sexo está sendo explorado pelos meios de comunicação e entretenimento de forma explícita demais e que às vezes chega a agredir nossa sensibilidade mas o telespectador tem sempre uma opção assistir ou não assistir. E não se deve culpar a mídia por todos os males de uma sociedade, pois essa mesma mídia só reproduz o que essa sociedade é, e isso é um fato!
Mas é um absurdo o Papa, homem culto, conhecedor da história da Igreja Católica Apostólica Romana fazer um pronunciamento deste nível e esquecer que os grandes relatos de pedofilia vem de dentro da Igreja e que essa mesma Igreja contribuiu e muito ao longo dos tempos com a degradação da mulher com suas visões arcaicas. E agora colocar a culpa na mídia!
Caro pontífice, gostariamos que reconsidera-se suas palavras e observa-se de onde realmente o mal vem, de dentro do coração impuro dos homens que estão espalhados por diversos campos da sociedade.

domingo, 1 de junho de 2008

A NOVELEIRA DO SÍLVIO


Na madrugada de domingo para segunda passada, Íris Abravanel levou uma bronca do marido, Silvio Santos. O empresário e apresentador não pegava no sono, pois a mulher estava trabalhando na cama, com o computador ligado. "Sempre que tenho meus surtos criativos, o Silvio reclama: ‘Por que você ainda está acordada? Apaga a luz e vem dormir’.", conta Íris. Nos últimos meses, essas noites insones viraram rotina. A razão é que Íris, de 59 anos, anda se aventurando numa seara inédita: a profissão de noveleira. A senhora Silvio Santos é a autora do próximo folhetim do SBT. Com estréia prevista para o fim de junho, Revelação é uma aposta para reverter a crise de ibope que levou a emissora do marido a perder a vice-liderança de audiência no país para a Record. É, ainda, a primeira novela do SBT com texto nacional em nove anos, já que Silvio acaba de encerrar a parceria que o obrigava a só produzir os melodramas mexicanos da rede Televisa (para tanto, pagou antecipadamente os direitos previstos no contrato, que vai até 2009). "O público não agüentava mais as novelas mexicanas", diz Íris. Evangélica, ela decidiu então que era a hora de sair a campo "com fé" para salvar a pátria. "Quando vi a dificuldade de achar bons autores, perguntei a meu marido se eu mesma não podia resolver o problema", diz. Diante da resposta positiva, Íris lhe fez uma indagação prática: "Por onde começo?".
Com custo de 70.000 dólares por capítulo, Revelação é uma novela ambiciosa para os padrões do SBT. Para gravá-la, a emissora reformou a cidade cenográfica de sua sede, em São Paulo. As locações incluem também uma fazenda e uma segunda cidade cenográfica no interior paulista. Além disso, seqüências com o par romântico interpretado pelos atores Sérgio Abreu e Tainá Müller foram gravadas em Portugal e na Espanha. Silvio, no entanto, demorou a se convencer de que a empreitada vingaria. A princípio, Íris teve de se virar sem um centavo dele. Seu primeiro passo foi buscar dicas com Therezinha di Giácomo, consultora veterana de teledramaturgia do SBT. Em seguida, pediu ajuda a uma amiga, a proctologista Hellyangela Águida, que lidava com o grupo de teatro juvenil de uma instituição de ensino cristão da qual Iris também era voluntária, na organização de festas e bazares beneficentes (sua última ocupação antes de se tornar noveleira). A médica ajudou Íris a formar a equipe de sete colaboradores – composta, em sua maioria, de jovens egressos das montagens musicais da escola (onde também estudam os filhos de artistas do SBT como Gugu Liberato e Celso Portiolli).
Na semana passada, VEJA teve acesso a essa "oficina de roteiristas", na definição de Íris. Para facilitar seu trabalho, ela montou o QG em sua casa – mais precisamente, no quarto de Renata, de 23 anos, caçula das quatro filhas dela e de Silvio. "A Re ficou tiririca da vida quando a despejamos", diz. No começo, dava ajuda de custo do próprio bolso a esse pessoal – e, para gastar menos, os convidava para almoçar ali mesmo. Só em agosto passado, três meses depois de iniciada a aventura, é que todos – inclusive Íris – foram contratados pelo SBT. "Como eu nunca aparecia na emissora, me barraram na portaria ao chegar a uma reunião. Agora, é só mostrar o crachá", diz.
Íris recorreu a soluções caseiras para superar a falta de conhecimento em escrever novelas (e também em vê-las: em razão da "falta de tempo" e de suas viagens com Silvio, ela se confessa por fora das produções das concorrentes Globo e Record). As filhas Daniela e Rebeca (que estudaram comunicação e cinema, respectivamente) lhe emprestaram livros teóricos sobre roteiro. Íris buscou ainda uma fonte religiosa para aprender como se faz uma escaleta – jargão para uma espécie de organograma que resume a trama. É uma gravura que mostra a história da humanidade segundo a Bíblia, pendurada na parede de seu escritório. "É o escaletão das Escrituras", diz. Logo se estabeleceu uma divisão de trabalho. A redação das cenas de vilania fica a cargo do sobrinho Raphael Baumgardt ("ele adora tudo o que é do mal"). Já o romance central é com a amiga Rita Valente, professora de matemática que foi convocada para dar uma ajuda com os computadores e acabou virando redatora. "E olha que a Rita nem precisa trabalhar. Ela tem dinheiro, é casada com dono de cartório", observa Íris. A noveleira coordena a patota e faz as cenas cômicas. "Tudo o que eu tento escrever a sério sai engraçado", explica.
Silvio tomou precauções ao embarcar em Revelação. O projeto só entrou em produção depois que certo número de capítulos saiu do forno. E um profissional experiente, Yves Dumont, supervisiona os textos. Já foi até insinuado que seria ele, na verdade, o redator do folhetim. Dumont nega. "As pessoas ainda vão se surpreender com a Íris", diz. Dumont pediu que o número excessivo de personagens fosse reduzido, sugeriu a criação de outros e devolveu ao menos um capítulo a Íris por estar ruim demais.
A mulher de Silvio acredita que sua vocação para contadora de histórias compensa a inexperiência. "Meu pai era artista e eu fazia sucesso com as crianças quando era professora do primário", afirma. Há ainda a credencial conjugal: "Ter um professor de comunicação 24 horas por dia equivale a um doutorado". Íris também se apóia na religião. "Se não fosse pela fé, não teria levado esse desafio adiante", diz. A certa altura, ela se apanhou chorando sozinha. "Eu pensava: ‘Meu Deus, em que roubada me meti’. Mas depois vi que era importante dar a cara a bater", conta. Em tempo: a conversão de Íris a uma igreja evangélica, há dez anos, mudou sua vida – e a da família inteira. "Para o Silvio foi complicado, pois ele achava que estava perdendo o controle da mulher e das filhas. Mas depois viu o bem que a transformação fez para a gente", diz.
Na trama de Revelação cabem temas que vão da pregação contra as drogas à denúncia do autoritarismo (a história se passa numa fictícia "Tirania"). "A novela mostrará que o poder deixa as pessoas caricatas. Eu convivo com isso, né? Cansei de ver os políticos que vêm falar com o Silvio", afirma. Íris mergulhou de corpo e alma no processo criativo. Para conferir realismo a uma personagem mais atirada, por exemplo, fez aulas de ginástica sexual (essencialmente, uma fisioterapia para quem tem incontinência urinária, mas que também pode ajudar no desempenho amoroso, conforme explica Íris). Só não se pergunte à noveleira o que vem a ser a revelação do título. "Sabe que eu ainda não decidi?", informa. Quando o tema é o nome da novela, Íris só tem olhos para outra coisa: o "anel-revelação" que ganhou de Silvio há algumas semanas. O anel tem um brilhante aparente e uma safira oculta, que o dono pode exibir ou não. "Ele me deu por causa da novela. Não é um fofinho?", diz.

Disponível em: www.veja.com.br 01/06/08

Comentário do Grupo:

Nós não sabemos se ficamos tristes ou alegres com está notícia! Já era tempo de alguém dar sinal que está percebendo o "barquinho do SBT" afundar e colocar a "mão na massa" para tentar ajudar a emissora, essa emissora, que faz parte da história da televisão no nosso país e que inovou em muitos sentidos. Mas fica a pergunta: Essa novela feita por "marinheiros" de primeira viagem vai dar certo?. Quantos profissionais no mercado estão a espera de uma oportunidade e a Sra. Abravanel vai lá e pega seus amiguinhos para ajudar, quantos profissionais que tentaram criar e palpitar sobre o rumo do SBT e o Sr. Abravanel não ouviu? Quantos.....quantos........

Claro! Queremos que esse novo empreendimento dê certo pelo bem da emissora mas até mesmo na reportagem da veja lemos nas entrelinhas um deboche velado.

sábado, 24 de maio de 2008

CUSTO MENOR MOTIVA INVESTIMENTOS DE EMPRESAS EM EAD


Os investimentos em educação a distância dentro das empresas mostram-se em franca ascensão, segundo dados do AbraEAD 2008 (Anuário Brasileiro Estatístico de Educação Aberta e a Distância), obtidos com exclusividade pela Folha.
Um sinal disso é que, em 2006, o levantamento constatou que os dispêndios em "e-learning" dentro das empresas não chegavam a 5%. Já no ano passado, saltaram para 26%. "É mais barato investir na educação a distância do que na presencial", justifica Fábio Sanchez, coordenador do anuário.
O número de empresas pesquisadas, no entanto, variou nas duas pesquisas-de 21 para 27. "No último estudo, a amostra foi mais representativa, uma vez que foram ouvidas mais companhias", ressalta Sanchez.
O anuário mostra ainda que a intenção das empresas para 2008 é aumentar em 56% o investimento em treinamento a distância em relação ao ano passado. O ensino presencial, que leva a maior fatia dos gastos organizacionais, deve receber 20% a mais de recursos.

Carga horária de EAD supera a presencial

O número de horas de treinamento a distância de funcionários no Itaú, entre janeiro e abril deste ano, foi 17% maior do que o de treinamento presencial.
"Há o interesse de ampliar esse percentual em relação ao treinamento presencial", diz Claudiney Tieppo, responsável pela educação a distância do banco.
Maria Carolina Gomes, 32, gerente de clima organizacional da empresa, já fez diversos cursos --desde ética até sustentabilidade - pela plataforma on-line e destaca a flexibilidade do método.
"Quando é possível, estudo no horário de trabalho, mas dá para eu me dedicar em casa também", comenta ela.
No banco, alguns cursos são considerados obrigatórios para os colaboradores. O que define a necessidade dos estudos é a área de atuação.


DISPONÍVEL EM: FOLHAONLINE.COM.BR/ACESSO EM 24/05/08



COMENTÁRIO DO GRUPO


É interessante saber que as empresas estão investindo no treinamento de seus funcionários, pois além deles ficarem enriquecidos intelectualmente e seus conhecimentos sempre atuais, a comunicação entre funcionário e empresa se torna mais aberta fazendo com que a produtividade da empresa aumente. Em muitos casos os funcionários ao se desligarem dessas empresas estão capacitados para trabalharem em outras companias, às vezes exercendo cargos maiores dos que já ocupavam anteriormente.
Além de diminuir os gastos com deslocamento, outra vantagem do treinamento a distância para as empresas é ser uma forma de poder atingir um número maior de colaboradores e o melhor disso no conforto de casa apenas com o uso da internet e nas horas vagas.
As conclusões que se pode tirar diante de tudo isso é que as pessoas não precisam ficar apenas com a educação básica, é possível sim se aprimorar, manter-se sempre atualizado e aprender novas funções.



domingo, 18 de maio de 2008

FAUSTÃO CHEGA A MIL PROGRAMAS

O apresentador Fausto Silva comanda neste domingo a edição de número 1.000 de seu Domingão do Faustão, da Rede Globo. Em dezenove anos, o programa ficou no ar por 230.000 minutos, ou 160 dias corridos. Das pegadinhas dos primeiros tempos ao Dança dos Famosos, exibiu um total de 180 quadros. Foram 73.000 videocassetadas e 3.900 atrações musicais.
A chegada do Domingão à milésima edição é tema de uma reportagem de VEJA desta semana, que mostra como o apresentador vem conseguindo se manter no ar desde março de 1989. Naquela época, o Brasil amargava a hiperinflação e em breve teria suas primeiras eleições diretas para presidente depois do fim da ditadura militar. Nos anos seguintes, mudanças econômicas e sociais tiveram impacto sobre os hábitos dos espectadores.
Até então, os shopping centers não abriam aos domingos, o controle remoto ainda não era disseminado, não havia celular no Brasil nem internet ou TV por assinatura. Com essas novidades, a TV aberta passou a enfrentar concorrência em diversas frentes. As diferenças entre o público do Domingão de ontem e o de hoje explicitam isso. Há menos jovens vendo o programa, pois parte deles busca outras formas de lazer, como a internet. E a classe C já responde por 45% da audiência – reflexo de sua expansão.
Diante de todas essas mudanças, Faustão soube se adaptar como nenhum outro âncora-animador da televisão brasileira. Houve turbulências, como o período entre o fim dos anos 90 e o início da década atual – em que o Domingão esteve perto de ser nocauteado pelo concorrente Gugu Liberato, do SBT. Hoje, porém, sua liderança dominical está longe de ser ameaçada. Faustão é dono dos maiores rendimentos mensais da TV Globo que chegam a 4 milhões de reais.
Disponível em: www.veja.com.br 18/05/08
Comentário do Grupo
É tudo indica que o reinado de Fausto Silva está longe de terminar apesar de estar evidente que o programa do Faustão já extraiu tudo de original que poderia apresentar ao público nestes últimos anos. Com certeza Faustão é um ícone da televisão brasileira e já registrou seu nome na história deste meio de comunicação no país mas hoje ele não passa de um apresentador que está incluido na falta de opções de programas melhores aos domingos.
Sim, o programa do Faustão ainda tem uma boa audiência mas é devido o telespectador ter que escolher entre o ruim e o pior. O apresentador dá suas opiniões sobre assuntos importantes no país de "forma vazia" e utiliza seus bordões de maneira exagerada parecendo não ter mais o que falar. Afinal, são 1000 programas e realmente o repertório deve estar ficando escasso então só resta apelar para a repetição e reprodução de coisas já existentes.
O programa do Faustão se não fosse por sua "tradição" na televisão estaria definitivamente fadado a sair do ar.

domingo, 11 de maio de 2008

TELEVISÃO PORTÁTIL QUE CABE NO BOLSO CHEGA AO BRASIL


Quando a TV digital foi lançada em São Paulo, no fim do ano passado, prometia várias novidades para o espectador. Infelizmente, poucas delas estavam realmente disponíveis. As emissoras apostaram suas fichas na alta definição, que oferece imagem com qualidade seis vezes maior que a TV analógica. Parece que não foi suficiente para convencer os consumidores, pois as vendas se mostraram pequenas até agora, chegando a algumas dezenas de milhares.Este mês, começa a chegar ao mercado outra novidade da TV digital: a mobilidade. Ela vem no formato de televisores portáteis e celulares com recepção de TV aberta. Enquanto a alta definição melhorava uma coisa que o espectador já tinha - a imagem na sua casa, a mobilidade abre uma possibilidade que não existia com a televisão analógica: assistir aos programas em qualquer lugar, até mesmo em veículos em movimento."Apostamos mais na mobilidade e na portabilidade do que na alta definição", disse Marco Szili, diretor-geral da Tele System. A fabricante vende conversores (para serem ligados em aparelhos que não tem sintonizador digital), receptores para computador e, a partir desta semana, uma TV portátil chamada Pocket TV. Com preço de R$ 800 a R$ 900, o aparelho tem tela LCD de 3,5 polegadas e memória de 1 gigabyte (expansível até 2 gigabytes). Ele grava até cinco horas de vídeo e funciona como tocador de música e vídeo digital e visualizador de fotos. Szili preferiu não fazer previsões de vendas. "A expectativa é muito boa e otimista", disse o executivo. "É uma nova maneira de ver TV. As emissoras podem ganhar audiência em horários em que ela é hoje muito baixa." O mercado para o produto ainda é limitado pelo alcance do sinal de TV digital. A tecnologia foi lançada na Grande São Paulo e existem alguns canais no ar no Rio de Janeiro e em Belo Horizonte."A venda de equipamentos de TV digital ainda está muito tímida", reconheceu Szili. "O único apelo hoje é alta definição, mas o público em geral ainda não viveu essa experiência. A mobilidade é mais fácil de comunicar." O televisor portátil, fabricado na Coréia, capta o sinal gerado para celulares. As emissoras transmitem em São Paulo um sinal especial para celulares, com o mesmo conteúdo do sinal para televisores grandes, desde dezembro, apesar de pouca gente saber disso. A Semp Toshiba promete para esta semana seu televisor portátil, chamado MPTV. Com tela de 3,5 polegadas, o aparelho vem com 2 gigabytes de memória, expansíveis a 8 gigabytes. Ele custa R$ 1 mil, grava TV, toca música e vídeo digitais, mostra fotos e textos e recebe o sinal de rádio FM. "O espectador pode programar o gravador escolhendo o programa no guia eletrônico", apontou Jairo Siwek, diretor de Mobilidade da companhia. A empresa também tem um celular que recebe o sinal de TV digital, chamado CTV41, vendido, por enquanto, pela Vivo. "A TV está deixando de ser uma atividade coletiva e estática para se tornar individual e móvel. A percepção do consumidor é imediata. Em dois ou três anos, o celular que recebe TV aberta deve se tornar tão popular quanto o celular com câmera."O celular com TV aberta da Samsung chegou ao mercado há pouco mais de uma semana, nas lojas da Vivo. "Em alguns dias, estaremos em todas as operadoras", disse Oswaldo Mello Neto, diretor de Telecomunicações da Samsung. O aparelho custa de R$ 1 mil a 1,4 mil, dependendo do plano do cliente. "Percebemos que existe uma surpresa grande do usuário com o aparelho. Colocamos o celular do lado de uma televisão em nossa loja e as pessoas se surpreendem ao ver que é a mesma imagem."Segundo Mello, muita gente se sente surpresa ao saber que é possível assistir à televisão no celular sem ter de pagar nada, que o sinal é aberto como o que é recebido pelos televisores. "Para quem trabalha no mercado de tecnologia pode parecer óbvio, mas, para o consumidor, não é tão óbvio que o serviço é gratuito."A Samsung está animada com o celular que recebe TV e planeja lançar mais um ou dois modelos este ano, para outros públicos. "Acho que a popularização desse tipo de aparelho vai acontecer muito rapidamente aqui no Brasil", disse Mello. "Assim que houve a definição do sistema de TV digital no País, já começamos a trabalhar com a matriz nesse aparelho. O consumidor brasileiro tem uma relação muito forte com a TV aberta. Existem hoje mais casas com televisão do que com refrigerador."Outra grande novidade da TV digital, a interatividade, poderá ter grande impacto no mercado , mas ainda não está disponível. A maioria das empresas acredita que chegada da interatividade ocorrerá até o fim do ano. Ela permitirá serviços parecidos com os da internet no aparelho de TV. Todo tipo de interação a que o telespectador tem acesso hoje por meio de um telefone fixo, celular ou a internet poderá ser feita pelo controle remoto.
Disponível em: www.estadao.com.br 10/05/08
Comentário do Grupo
A televisão portátil é mais uma evolução tecnológica que agrada a todos pois com certeza é vantagem para o consumidor que gosta de praticidade, é vantagem para o país que não fica atrás neste mercado e é vantagem para as emissoras de televisão que vão aumentar sua audiência, mas algo nós assusta nisto tudo.
Saber que talvez as relações sociais fiquem cada vez mais deixadas de lado. Hoje, as famílias não sentam a mesa para jantar, elas se reunem em frente a uma televisão. Hoje, as pessoas não tiram suas opiniões próprias, elas são influênciadas pela mídia essa mesma mídia que por meio da "televisão estática" causa tantas transformações e que agora vai se tornar móvel. Sim, a mobilidade é algo realmente incrível mas ficamos a imaginar todos com essa tecnologia nas mãos atravessando uma avenida assistido seu programa favorito sem olhar para as pessoas ao redor, sem sorrir para o vizinho, sem prestar a atenção na coloração do céu, sem "atinar" que a vida não é só ficção. Pois temos que admitir a televisão prende nossa atenção e esse poder nos assusta pois não sabemos como as pessoas vão reagir com tal tecnologia em seu poder. Claro! Tudo que é novo assusta só esperamos que as pessoas tenham bom senso e não se esqueçam de viver.

domingo, 4 de maio de 2008

Livro discute o modo de vida na era da tecnologia e cultura digital.


Em tempos de internet, jogos eletrônicos, celulares com diversas funções e informação a todo instante, a cultura se adaptou às novas tecnologias e é difícil hoje viver sem a parte digital do segmento de cultura. O livro “Folha Explica A cultura Digital” é editado pela Publifolha explica estas transformações. É escrito por Rogério da Costa, professor do Programa de Pós-Graduação em Comunicação e Semiótica e do Departamento de Ciência da Computação da PUC-SP.

Não é só uma revolução tecnológica, as novas tecnologias digitais de comunicação estão mudando a própria cultura.
O livro discute o impacto de tecnologias como o telefone celular, a TV digital e a internet na sociedade, além das alterações que vêm causando, com o aumento vertiginoso da quantidade de informação e o surgimento de comunidades virtuais. Tudo de maneira elegante e indo a fundo aos temas, o que faz com que, apesar das mudanças de tecnologia, o livro seja sempre atual.
Como o nome indica a série
“Folha Explica” ambiciona explicar os assuntos tratados e fazê-lo em um contexto brasileiro: cada livro oferece ao leitor condições não só para que fique bem informado, mas para que possa refletir sobre o tema, de uma perspectiva atual e consciente das circunstâncias do país.

Disponível em: http://www.folhaonline.com.br/ Acesso em 03/05/2008.

Comentário do Grupo

A cultura da atualidade está intimamente ligada à idéia de interatividade, pois atualmente o homem tem a necessidade de ter uma conexão com a informação e com imagens de diversos gêneros. Essa conexão crescente é devida, sobretudo, á enorme expansão das tecnologias digitais na ultima década.
E com o forte crescimento da oferta e consumo de produtos ditos de última geração, já não se pode mais falar do futuro que bate às nossas portas, mas simplesmente de alguns novos hábitos espalhados entre milhões de pessoas por todo o mundo.
A cultura digital está trazendo grandes expectativas como, por exemplo, na educação, muitos professores, estudantes de todo o planeta apostam na Internet, enxergando-a como fator tecnológico principal na evolução do ensino à distância e presencial.
Desta forma é interessante conhecer esse livro, pois ele mostra claramente o confronto das pessoas com a informação e também a mudança que ela faz com a sociedade.

sexta-feira, 28 de março de 2008

EQUIPE DE TELEVISÃO É ACUSADA DE LEVAR EPIDEMIA A TRIBO PERUANA


Uma equipe de televisão britânica foi acusada de iniciar uma epidemia de gripe numa tribo isolada da Amazônia peruana que teria deixado quatro índios mortos e vários outros em estado grave de saúde. A organização indígena regional Fenamad afirmou que dois funcionários da produtora Cicada Films - que faziam uma pesquisa para escolher o lugar onde seria filmado um reality show para o Discovery Channel - viajaram para áreas isoladas apesar de terem sido alertados de que não deveriam fazê-lo. Segundo informações da ONG Survival, que trabalha pela proteção de povos indígenas, um antropólogo americano que esteve com a equipe na tribo Matsigenka em Yomybato - local que os produtores tinham permissão para visitar - disse que os britânicos ficaram desapontados com a "ocidentalização" dos índios de lá e decidiram ignorar a proibição de contato com tribos mais isoladas na floresta. Numa declaração por escrito, o antropólogo Glenn Shepard afirmou ter avisado a equipe de que essa decisão colocaria em risco a vida dos índios devido à falta de contato deles com doenças trazidas pelo homem branco.

Audiência

A Cicada Films, no entanto, nega enfaticamente as acusações, alegando não ter visitado as áreas protegidas e dizendo que nas tribos onde a equipe esteve já havia pessoas com sinais de doenças respiratórias. "De qualquer maneira, nenhuma epidemia foi oficialmente anunciada", diz a declaração da produtora britânica. Para Stephen Corry, diretor da Survival, o sucesso de programas de televisão retratando a vida de povos indígenas de forma cuidadosa, como na série de documentários Tribe, da BBC, acabou gerando uma onda de produções televisivas de mau gosto sobre o tema. "Essa polêmica sublinha como os interesses e o bem-estar das populações tribais podem ser colocados em risco por reality shows em busca de audiência", afirmou Corry. BBC Brasil - Todos os direitos reservados. É proibido todo tipo de reprodução sem autorização por escrito da BBC.

Disponível em: www.estadao.com.br 27/03/08

Comentário do Grupo:

A televisão do século XXI tem como uma de suas características a popularização dos Reality Shows, e a cada dia se explora essa idéia de "vida real" na tela de maneira cada vez mais humilhante e vulgar. O homem que muitas vezes aceita tal situação por um bom "punhado" de dinheiro passa a ser simplesmete um joguete na mão de emissoras que visam somente a audiência. Foi assim no primeiro programa deste tipo no Brasil intítulado NO LIMITE que tinha uma audiência espetacular a custa dos protagonistas de cenas inesquecíveis como comer olho de cabra cru.

Bem....um exemplo mais recente é o Big Brother Brasil que acabou essa semana, onde vimos um psiquiatra surta para o delírio dos telespectadores.

Essa "vida real" não é tão real assim!